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Otaviano Pivetta fala em 'formar base na Assembleia' no primeiro discurso após vitória em MT

Otaviano Pivetta (Republicanos) é reeleito governador de MT Em seu primeiro pronunciamento após a confirmação do resultado das urnas, Otaviano Pivetta (Repu...

Otaviano Pivetta fala em 'formar base na Assembleia' no primeiro discurso após vitória em MT
Otaviano Pivetta fala em 'formar base na Assembleia' no primeiro discurso após vitória em MT (Foto: Reprodução)

Otaviano Pivetta (Republicanos) é reeleito governador de MT Em seu primeiro pronunciamento após a confirmação do resultado das urnas, Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou o sentimento de gratidão aos eleitores de Mato Grosso, afirmou que os ataques sofridos na campanha ficaram para trás e definiu como prioridade a articulação política para construir uma base sólida na Assembleia Legislativa. "Eu me senti extremamente feliz e surpreendido positivamente com a população. Estou muito agradecido e emocionado ao povo de Mato Grosso por ter me dado essa votação, que realmente me deixa muitíssimo comprometido, "destacou. Pivetta foi reeleito governador de Mato Grosso neste domingo (4). Com 87,20% das seções apuradas, tinha 61,07% dos votos válidos. Wellington Fagundes (PL) tinha 23,05%. "Eu vou trabalhar e vou formar uma base na Assembleia para poder governar. Vamos trabalhar pelo povo de Mato Grosso; esse é o meu compromisso e o único que assumi nessa campanha," reforçou. Quem é Otaviano Pivetta Otaviano Pivetta é reeleito governador em Mato Grosso. José Pereira Antes de ser reeleito, Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu o cargo de governador de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes, de quem foi vice-governador por dois mandatos. Empresário e agropecuarista, já foi deputado estadual e prefeito de Lucas do Rio Verde. Esta foi a primeira vez que disputou o Governo de Mato Grosso como candidato. Como foi a disputa Ao longo da campanha Natasha, Pivetta e Wellington protagonizaram os principais embates entre os candidatos ao governo de Mato Grosso. As trocas de críticas apareceram tanto no horário eleitoral quanto nos debates, com discussões sobre gestão pública e temas ligados à trajetória dos adversários. No último debate realizado pela TV Centro América na terça-feira (29), os três candidatos discutiram temas como sistema prisional, habitação, saúde, segurança pública e servidores. O encontro também foi marcado por acusações entre os concorrentes. Um dos momentos de maior confronto ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma suposta agressão contra a então companheira dele. Pivetta afirmou que havia sido inocentado e criticou a abordagem do assunto durante o debate. Na resposta, citou ações do governo voltadas ao combate à violência contra a mulher. O mesmo tema levou o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) a determinar, até o fim da campanha, a suspensão do programa eleitoral de Natasha. Outro eixo de confronto foi a política de incentivos fiscais. Wellington Fagundes e Pivetta trocaram críticas sobre benefícios concedidos a empresas ligadas aos dois candidatos. O senador afirmou, em falas públicas e peças eleitorais, que empresas ligadas a Pivetta teriam recebido cerca de R$ 500 milhões em incentivos fiscais. Pivetta, por sua vez, questionou o adversário sobre benefícios fiscais recebidos por uma empresa que teria ligação com o filho do senador. O tema apareceu também no último debate e seguiu reverberando na mídia e campanhas. Contexto da vitória A eleição para o governo de Mato Grosso em 2026 foi decidida logo no primeiro turno, sem a ocorrência de viradas ao longo da apuração e sem a necessidade de uma segunda votação. Otaviano Pivetta garantiu a vitória ao ultrapassar a barreira de 50% dos votos válidos, superando a marca de um milhão de votos e consolidando ampla vantagem sobre os demais concorrentes no estado. Um dos principais marcos da campanha foi a posição institucional com que Pivetta entrou na disputa: ele concorreu já no exercício do mandato de governador, tendo assumido a chefia do Palácio Paiaguás meses antes, após a renúncia de Mauro Mendes para viabilizar sua candidatura ao Senado Federal. Beneficiado pela continuidade da gestão e por uma sólida aliança governista, Pivetta enfrentou outros cinco candidatos, tendo como adversários de maior peso o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD), além de nomes lançados por Mobilização Nacional, Agir e Partido Missão.