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Vírus Cepa-P1 encontrado no Amazonas é mais contagiosa

Estudo da Fiocruz Amazonas, mostra que Cepa P-1, uma das variantes encontradas no Amazonas, tem 10 vezes mais carga viral que o coronavírus normal (SARS-CoV-2), os dados para a pesquisa foram colhidos em cerca de 250 pessoas e analizado no periodo de um ano, agora os estudos estarão na direção de observar se as vacinas que já estão sendo distribuídas em solo brasileiro são eficazes contra essa variante do coronavírus.

A cepa (P-1) da variante do coronavírus encontrado no Amazonas confirma o processo de calamidade pública enfrentado pela região, pois o mesmo estudo afirma que pela carga viral o contágio é maior e mais rápido.

A atual situação do Amazonas hoje está um pouco melhor que há duas semanas, mais ainda é grave” diz o Pesquisador da Fio Cruz Amazonas (Felipe Navega) e ainda afirma que não foi encontrada essa mesma variante em outros estados do Brasil.

MANAUS – Manaus desceu um nível na gravidade da pandemia de Covid-19 e passou da fase roxa para a fase vermelha, o que permite flexibilizar o funcionamento do comércio. O interior do Amazonas permanece na fase roxa e continua com as medidas mais restritivas. O anúncio foi feito pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, neste sábado, 13. As medidas valem a partir de segunda feira, 15, com duração de sete dias. Em Manaus, permanece a restrição de circulação de pessoas das 19h às 6h.

As vendas no sistema drive-thru – entrega dos produtos nos carros – estão permitidas novamente para o comércio em geral, de 8h às 15h. Para esse sistema de vendas, é necessário que os empresários enviem um plano de operacionalização ao Comitê de Enfrentamento da Covid-19 do Governo Estadual.

Atualização epidemiológica:

Variantes de SARS-CoV-2 nas Américas

A variante P.1 do novo coronavírus, encontrada pela primeira vez em Manaus, pode reduzir a capacidade dos anticorpos de neutralizar a ação do vírus. Essa é a observação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no boletim epidemiológico semanal divulgado na terça feira (9).

Até 25 de janeiro de 2021, 14 países (quatro países a mais em relação à publicação de 20 de janeiro de 2020) notificaram a detecção da variante VOC 202012/01, da variante 501Y.V2 e da variante P.1. Além disso, dois países notificaram a detecção de mutações de potencial interesse para a saúde pública segundo a OPAS / OMS.

As autoridades nacionais e locais devem continuar fortalecendo as atividades de controle de doenças existentes, incluindo o monitoramento da COVID-19, por meio da vigilância epidemiológica em andamento e dos testes estratégicos; realizar investigações de surtos e busca de contatos; e, quando adequado, ajustar as medidas sociais e de saúde pública para reduzir a transmissão do SARS-CoV-2.

As informações disponíveis indicam que ambas as variantes de interesse em saúde pública (VOC 202012/01 e 501Y.V2) foram identificadas nas Américas. A frequência de detecção dessas variantes ainda é muito limitada até o momento. Porém, espera-se que a detecção dessas variantes aumente gradualmente nas próximas semanas e meses.

ENTENDA O QUE É CEPA

Em janeiro de 2020, pesquisadores chineses revelaram ao mundo o primeiro genoma de um vírus que começava a infectar humanos e estava até então restrito ao país asiático, o SARS-CoV-2. Quase um ano depois, após adoecer mais de 78 milhões de pessoas em todo o planeta, milhões de genomas deste coronavírus já foram compartilhados por cientistas na plataforma colaborativa online Gisaid. E, como já era esperado, esses novos "documentos de identidade" genética mostram que o coronavírus não é exatamente o mesmo apresentado pela primeira vez em janeiro de 2020, ele passou por mutações, alterações frequentemente acidentais no material genético do vírus.

Genomas com mutações semelhantes formam "variantes", "cepas" ou "linhagens" do vírus ,- que, apesar de abrigar essas diferenças internas, continua sendo o SARS-CoV-2, segundo explicaram pesquisadores entrevistados pela BBC News Brasil.

Uma destas linhagens, identificada como B.1.1.7, fez 40 países fecharem, nesta semana, suas fronteiras com o Reino Unido. Pesquisadores e governantes britânicos alertaram que a variante se tornou predominante em boa parte do território, incluindo Londres, sofrendo mais de dez mutações que podem ter facilitado sua transmissão. Essa cepa também já foi encontrada na Austrália, Dinamarca, Itália, Islândia e Holanda, entre outros.

Já no Brasil, uma nova linhagem, caracterizada por até cinco mutações, foi identificada pela primeira vez em amostras do Estado do Rio de Janeiro e apresentada por pesquisadores (22/12/2020). Segundo a equipe, a cepa derivou de outra variante que circulava no país, a B.1.1.28, originada na Europa. Os dois casos dispararam o alarme de que tais mutações possam dar mais poderes ao SARS-CoV-2, por exemplo, favorecendo sua capacidade de transmissão ou a gravidade da infecção. Entretanto, segundo pesquisadores, até aqui não há evidências suficientes de que este cenário preocupante esteja acontecendo e nem que novas linhagens coloquem em risco a efetividade das vacinas contra a variante que circulava no país.

FONTES:

Fio Cruz Amazonas

OPAS

OMS

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Matéria: José Augusto Ezequiel Profeta (Augusto Profeta) Reg.: 38.130/RJ